Sacramento da Reconciliação

Sexta-feira | Ig. Matriz
  18h30 - 19h30

Ex. de Consciência 1  Ex. de Consciência 2
(Quem desejar confessar-se fora dos horários estabelecidos deve articular com o pároco, pois está sempre disponível)

Intenções do Papa

Maio

A IGREJA EM ÁFRICA, FERMENTO DE UNIDADE (Pela Evangelização)

Para que, através do empenho dos próprios membros, a Igreja em África seja fermento de unidade entre os povos, sinal de esperança para este continente.

 

Reconciliação ou Confissão?

O perdão e a reconciliação são sinais de amor! Quando ferimos ou somos feridos por alguém que amamos verdadeiramente, não nos sentimos impacientes por nos reconciliarmos com ele? Não esperamos ansiosamente por ouvir dizer que nos perdoa ou, no caso de sermos nós os autores da ofensa, de lhe pedir perdão e de dizer que o amor e a confiança continuam? Até podemos estar convencidos, mesmo sem nada dizer ou sem nada fazer, que o amor entre vós permanece, mas como são reconfortantes as palavras ou os gestos de cumplicidade ou de ternura que vão confirmar o perdão!

Deus é Amor e como é de amor que se trata quando nos referimos ao perdão dos pecados, acontece o mesmo quando ferimos o Amor de Deus. É verdade que Deus nos perdoa sempre que desejamos o seu perdão; é verdade que Ele não tem necessidade de passar por um homem para nos perdoar… somos nós que temos necessidade dum gesto concreto, duma palavra pronunciada pelo ministro da Igreja que nos restaure na alegria e na confiança reencontrada. Este gesto, esta palavra, é o sacramento da reconciliação (ou da penitência, ou do perdão dos pecados, ou a confissão, segundo as palavras que se escolhem).

Porque me devo confessar?

Ficamos muitas vezes divididos quando falamos deste sacramento do perdão dos pecados. Actualmente, o homem contemporâneo perdeu a noção ou o sentido profundo do pecado, a palavra evoca o moralismo que dá lições, a autoridade que esmaga a consciência individual e absoluta do homem. Na verdade, a noção de pecado parece hoje opor-se ao respeito pela liberdade humana e ao desabrochar da personalidade. O sentimento de culpa aparece como o resultado maléfico de tabus inconscientes.

No Evangelho, o pecado é visto a partir da iniciativa divina que vem manifestar aos homens a sua misericórdia. Jesus apela constantemente à conversão do homem como condição fundamental para acolher a Boa Nova do Reino (cf. Mc 1, 15), e na sua acção privilegia os pecadores, porque ele não veio para os sãos mas para os pecadores, para os que estão doentes. É por isso mesmo que Ele perdoa ao paralítico (Mc 2, 5), à mulher pecadora (Lc 7, 48), à mulher adúltera (Jo 8, 11), a Zaqueu (Lc 19, 9-10), e finalmente, na Cruz aos seus algozes (Lc 23, 34).

Podemos contemplar a misericórdia de Deus nas parábolas da ovelha perdida ou do filho pródigo (Lc 15) e a gravidade do pecado no facto de Jesus ter afirmado, na Última Ceia, que o seu sangue seria derramado pela remissão (perdão) dos pecados dos discípulos e de todos os homens. O pecado é uma falta de amor que atinge a relação entre o homem e o próprio Deus e por isso reconhecemo-nos pecadores não apenas quando olhamos para nós, mas sobretudo quando nos deixamos olhar por Deus e experimentamos o amor que Ele nos tem.


Em que consiste o Sacramento da Penitência?

O Sacramento da Penitência, ou confissão, é constituído pelo conjunto de três actos da parte do penitente e pela absolvição por parte do sacerdote. Os actos do penitente são: 1º - o arrependimento dos pecados, ou CONTRIÇÃO; 2º - a CONFISSÃO ou acusação dos pecados ao sacerdote; 3º - o propósito de cumprir a penitência e as obras de REPARAÇÃO. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver, podem perdoar os pecados em nome de Cristo (cf. Catecismo da Igreja católica, 1491-1495).

Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre, depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser, em si, necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja (cf. Catecismo da Igreja católica, 1493).

 
Porquê a necessidade de um sacerdote?

É uma questão muito frequente. Se Deus nos conhece, não bastaria pedir-lhe perdão pessoalmente, sem recorrer à mediação da Igreja? Não posso simplesmente elevar os olhos para o Céu e pedir perdão a Deus? Na verdade, Jesus quis dar à sua Igreja a missão de perdoar os pecados em seu nome. Jesus prometeu a Pedro e aos Apóstolos o poder de “ligar e desligar” (Mt 16, 19), ou seja, de condenar ou de absolver. Após a Ressurreição, logo que apareceu aos seus discípulos, soprou sobre eles o Espírito Santo e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem vós os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23). Jesus confere assim aos seus discípulos o poder de perdoar os pecados em seu nome e é por isso que o encontro entre o padre e o penitente exprime o encontro pessoal do pecador com Deus.

 
Algumas passagens bíblicas sobre o perdão de Deus

“O Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados” – Jesus disse ao paralítico: “Homem, os teus pecados estão perdoados”. Os escribas e os fariseus começaram a murmurar, dizendo: “Quem é Este que diz blasfémias? Ninguém pode perdoar os pecados, senão Deus somente”. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: “(…) o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados”. (Lc 5, 20-22.24).
 
“Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” – Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando aos discípulos em casa com as portas fechadas (…) soprou sobre eles, e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes ser-lhe-ão retidos” (Jo 20, 19.22-23).

“Se confessarmos os nossos pecados. Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados” – Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele que é fiel e justo para nos purificar de toda a iniquidade (…). Filhinhos meus, escrevo-vos estas coisas para que não pequeis; mas, se alguém pecou, temos um advogado junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 1, 8-9; 2,1).

“Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de se arrepender” (Lc 15, 7).

Como confessar os pecados?

Normalmente começa-se por preparar a confissão fazendo o exame de consciência e pensando nos pecados que cometemos. Mas é necessário, anteriormente, colocar-se diante de Deus, da Sua Palavra, lendo uma passagem da Escritura. A escuta da Palavra, revelando-nos a misericórdia de Deus, descobre e ilumina, ao mesmo tempo, o nosso próprio pecado.

Mas o exame de consciência é apenas a primeira etapa. Preparar-se para o perdão de Deus implica a contrição, isto é, reconhecer com humildade que o pecado fere a minha relação com Deus e a minha própria dignidade. É também preparar-se, com os meios que a Igreja coloca à nossa disposição, para vencer as tentações, para tomar resoluções concretas que visem a conversão, a vida nova prometida e oferecida pela Páscoa de Jesus Cristo.

Muitas vezes somos desencorajados a pedir o perdão de Deus porque nos conhecemos e sabemos que, mais tarde ou mais cedo, voltaremos a cair no mesmo pecado. É verdade que a confissão não nos garante a conversão automática, mas este sacramento coloca-nos na humildade diante de Deus que nos ama apesar da nossa fraqueza e é por isso que este encontro se torna essencial. O sacramento da reconciliação dá-nos também uma graça especial, uma força de Deus, para nos curar das nossas fraquezas e traz um impulso á nossa caminhada cristã e é por isso que, reconhecendo-nos pecadores e fracos, sentimos a paz e a alegria depois da confissão – experimentamos como Deus é misericordioso e não desiste nunca de nós.

Depois de fazer o exame de consciência, dirijo-me ao sacerdote e confesso os meus pecados. Depois, escuto com atenção e humildade os seus conselhos e exprimo o meu arrependimento e propósito de reparação rezando o Acto de Contrição. Finalmente, o sacerdote dá-me a absolvição. Saindo do confessionário, cumpro o mais brevemente possível a obra de reparação (penitência) que me foi imposta. Se se trata de alguma oração que devo rezar, faço-o antes de me retirar da Igreja.

Como fazer o exame de consciência?

Há muitas propostas de exame de consciência, quer na vasta literatura espiritual da Igreja, quer mesmo nalguns sites. Fica aqui duas proposta para revermos a nossa vida à luz de Deus e da sua misericórdia (NOTA: podem consultar as propostas de Exame de Consciência na página inicial do nosso site)
 
Quando e onde me posso confessar na Bougado (Santiago)?

Normalmente o pároco está sempre disponível para o Sacramento da Reconciliação, quando solicitado e num horário a combinar. Mas normalmente, todas as sextas-feiras (entre as 17h00 -18h30), na Igreja Matriz, há sempre a celebração do Sacramento da Reconciliação. De dois em dois meses, também há a celebração do Sacramento da Reconciliação na Capela de Nossa Senhora do Desterro (Bairros) e na Capela de Nossa Senhora da Livração (Lantemil). Estes momentos de celebração da Reconciliação são sempre avisados no boletim paroquial!

Mas durante o ano litúrgico, por altura da celebração da Solenidade de Todos os Santos e Fieis Defuntos, do Advento-Natal, da Quaresma- Páscoa, e nas festas principais da comunidade são propostas as celebrações comunitárias da reconciliação, oportunidade para escutarmos a Palavra de Deus, revermos a nossa vida e recorrer à absolvição sacramental (normalmente estão nestas celebrações vários sacerdotes).